Quando se fala em nutrição e formulação de dietas para vacas leiteiras um assunto importante a ser tratado é a inclusão de aditivos. Os aditivos são substâncias ou microrganismos adicionados à dieta intencionalmente com objetivo de alterar o metabolismo em benefício do desempenho do animal.

Um bom exemplo de aditivos são os tamponantes, compostos que evitam o abaixamento do pH do rúmen, neutralizando os ácidos graxos voláteis produzidos pela fermentação de carboidratos, que abaixam o pH do rúmen. Essas substâncias são especialmente importantes em dietas desafiadoras, que estimulam pouco a mastigação e a salivação.

A consequência de seu efeito é a redução da incidência da acidose, especialmente a acidose subclínica, que é muito comum em dietas desse tipo.

Um exemplo de dietas com alto potencial acidogênico e alto risco de acidose subaguda são dietas com alto concentrado, que têm somente silagem de milho e sorgo como fonte de volumoso ou dietas com baixo teor de fibra detergente neutro (FDN) efetivo.

A acidose subclínica gera prejuízos que acabam ficando “mascarados” e que podem ser evitados com o uso dos tamponantes.

Dosagem

Alguns tamponates comumente utilizados são o bicarbonato de sódio, óxido de magnésio e carbonato de cálcio.

A dosagem recomendada de bicarbonato de sódio é de 0,7 a 1,2% da matéria seca. Já a do óxido de magnésio é de 0,5 a 0,75% da matéria seca e de carbonato de cálcio é de 1% da matéria seca.

O bicarbonato de sódio é o mais utilizado, pois existe muita confiança na sua eficácia. Além disso, esse produto tem um baixo custo de fornecimento.

Mais recentemente, dietas desafiadoras têm utilizado uma combinação do dióxido de sódio com o óxido de magnésio com tamponantes.

 

O óxido de magnésio neutraliza o ácido, enquanto o bicarbonato estimula a ingestão de água, que aumenta o volume ruminal e dilui os ácidos que estão sendo produzidos. Além disso, aumenta a taxa de passagem, o que lava os ácidos para fora do rúmen. A combinação dos dois permite um efeito mais prolongado de tamponamento da dieta.

 

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Fonte: www.educapoint.com.br