Obviamente, existem várias razões para tal cenário e, desse modo, são estes aspectos que foram abordados pelo autor Thiago Bernardes no site MilkPoint, e a Insemina compartilha abaixo:

  • A espécie Zea mays (milho) se desenvolve de forma satisfatória em todas as regiões produtoras de leite no Brasil;
  • As indústrias produtoras de sementes de milho têm investido no melhoramento genético da cultura e, desse modo, têm disponibilizado excelentes híbridos ao mercado;
  • O Brasil possui profundo conhecimento das práticas agronômicas da cultura;
  • Máquinas de pequeno e grande porte são capazes de realizar a colheita;
  •  Elevada produtividade de matéria seca (MS) em um único corte;
  •  Excelente perfil de fermentação;
  •  Associa, em sua composição química, fibra e amido, dois carboidratos essenciais na nutrição de vacas em lactação;
  • Quando incluída em rações totais, adiciona umidade e consistência, o que reduz a seletividade dos animais.
  • Embora a silagem de planta inteira seja o principal objetivo das fazendas, as mesmas ainda têm a opção de transformar a cultura em grãos secos ou em outras silagens, tais como, grãos úmidos, snaplage e grãos reidratados.

Em seu artigo, Thiago comenta que muitos produtores perguntam: “Se eu ensilar capim e, posteriormente, inserir milho seco, não atinjo o valor alimentício da silagem de milho? A resposta para Thiago é: NÃO. Quando os capins são ensilados, estes possuem cerca de 20% de matéria seca. Desse modo, a fermentação será indesejável, o que se traduz em perdas e redução de consumo, pois os produtos finais da fermentação inibem a ingestão. Mesmo adicionando qualquer aditivo seco a forragem no momento da ensilagem, a fermentação continuará sendo prejudicada. Somado a isto, as forragens tropicais possuem menor digestibilidade de fibra quando comparadas a planta de milho em seus ótimos pontos de corte, o que pode reduzir o potencial de ingestão de MS, bem como o de energia pela vaca.

Portanto, a silagem de milho é o principal ingrediente na dieta de vacas em lactação, fornecendo fibra para a saúde ruminal e energia (amido) para a produção de leite. Outras forragens podem ser utilizadas nas dietas, mas como segunda fonte de forragem para estes animais. Associar silagem de milho a outros ingredientes (forragens) ainda é a melhor opção na nutrição de vacas em lactação.

Fonte: Site MilkPoint